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Agronegócio: o pilar de sustentação do Brasil

jan 16, 2020

Geralmente as empresas e organizações colhem os dados de desempenho ao fim do ano e fazem as projeções para o ano seguinte.

Compilamos aqui números de um cenário de grande otimismo vindo de dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), do boletim Focus, do Ministério da Agricultura,  do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro) e da consultoria de Inteligência de Mercado INTL-FCStone.

Observe como os estudos corroboram o saldo positivo iminente entre si.

Desempenho do Agro dobrará de tamanho

Já comprovado pelo IPEA, em 2019 a área superou as estimativas iniciais para o ano, batendo 1,4% de crescimento (a meta inicial era de 0,5%), em 2020 a previsão baterá cerca de 3,2%.

O Ministério da Agricultura corrobora o índice na casa dos 3%.

Segundo a GV Agro, a Agroindústria será responsável por este aumento considerável, sustentada pelo aquecimento das exportações e produção de Açúcar e Etanol.

Destaques IPEA

Os estudos do instituto apontaram que o crescimento constante nas safras de milho, ovos e algodão faz com que o mercado interno esteja muito mais aquecido, além de trazer uma demanda nova de exportação para diversos países.

A crise permeada por atritos entre China e Estados Unidos seguirá abrindo oportunidades para a exportação de carnes. Estima-se que o gigante asiático demandará 23 milhões de toneladas e o Brasil é forte candidato a atendê-los, não só em carne bovina.

Destaques INTL-FCStone

A consultoria destacou o desempenho por produto do Agronegócio, detalhando como cada produção brasileira tem oportunidades:

Soja: a safra terá recorde de produção alcançando 121,6 milhões de toneladas. A commodity encontrará oportunidade na quebra de safra dos EUA, a recuperação do rebanho suíno chinês e o consumo forte de ração e biocombustíveis no Brasil.

Milho: a safra em 2020 deve ser de 26,65 milhões de toneladas. As exportações de milho serão favorecidas pela quebra de safra nos EUA, a alta de vendas no Brasil, Argentina e Ucrânia, assim como a proibição do uso de restos de comida para alimentar os animais na China.

O etanol de milho, também ganha os holofotes e promete impulsionar ainda mais o setor, com grande potencial em novas frentes a ainda serem implantadas.

Trigo: esta commodity deve acompanhar o aumento de demanda global, e ser beneficiado pelas perdas de safra no hemisfério sul, o aumento de consumo de trigo nos EUA.

Algodão: com a perda de espaço das safras na Austrália e Índia, líderes nos mercados globais, o algodão brasileiro encontrará oportunidades de venda na Reserva Estatal da China, e as exportações para os EUA durante o inverno mais quente no cinturão de algodão americano.

Cacau: o cacau apresentará um déficit de 50 mil toneladas na safra 2019/2020, contudo a perda de safra em Gana e um acordo entre EUA e China podem garantir a melhora dos índices.

Açúcar: Com os players globais Índia, Tailândia e Austrália em queda, e o crescimento da demanda dos EUA, o Brasil ganha espaço para exportar. A redução de exportações de açúcar do México e América Central também favorece este cenário.

Etanol: O produto deve colocar Brasil nos holofotes em 2020. A demanda por hidratados permanece elevada e o ajuste da gasolina A abre espaço para o etanol. Importações mais brandas e queda acelerada nos estoques globais devem contribuir com a alta das vendas brasileiras. Segundo o estudo, no primeiro trimestre, o Norte e Nordeste devem ser destaque nas importações de etanol.

Café: a alta da safra 2020/2021 deve impactar o mercado durante o ano inteiro, mas a incerteza pode afetar os preços. O mercado brasileiro encontra oportunidades na queda contínua dos estoques de café no mundo, e a recuperação do real brasileiro.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os produtos agropecuários respondem por 7% do PIB brasileiro, e seus efeitos repercutem na indústria e serviços. A estimativa para 2020 é positiva, contudo, a guerra comercial entre EUA e China deve impactar a nossa balança comercial com um possível acordo que diminua a exportação de commodities brasileiras.

Os grandes desafios

O Brasil seguirá amargando gargalos que há décadas seguram o crescimento do setor: logística, uso das águas, desmatamento e rigor normativo.

Está claro tanto para os produtores quanto para as instituições de esfera privada e governamentais que estudam o Agro que a sustentabilidade é um assunto sério e deve ser analisado sem ideologias, ir além dos paliativos.

É exatamente nos picos de safra que o Brasil mais sofre para escoar sua produção. É preciso planejamento e investimentos à curto, médio e longo prazos para sanar os problemas logísticos.

Assim como o rigor exigido na exportação de laticínios, como atesta a Ministra Tereza Cristina, que vê oportunidades que abrirão portas para outros mercados se o Brasil se enquadrar nas exigências chinesas, por exemplo.

Por fim, o uso das águas, tesouro brasileiro invejado por vários dos competidores, é tema de enorme relevância.

A Casa de Caco Agronegócio está preparando uma matéria especial sobre esse tema, temos estudos importantíssimos desde a década de 90 que podem seguir com impacto por todo o país.

Fique atento e siga-nos nas redes sociais, pois 2020 promete muito e a Casa de Caco, claro, tratará os assuntos com profundidade para você estar sempre por dentro desse jogo complexo.

Fontes: Agro2020 e Dinheiro Rural